sábado, 6 de novembro de 2010

Sanatan por Brasigóis Felício

    

   “Numa época em que o paisagismo e a pintura decorativa são exercícios sem que seus praticantes o admitam. Sanatan tem a coerência de admitir que seja, acima de tudo, um paisagista, não no sentido pejorativo do termo, mas em seu sentido lato, ou seja: sua grande preocupação é mostrar o Éden que é o mundo, a natureza, a casa dos homens – e fazê-lo de um modo tão puro que desperte os mortos – vivos em nos transformamos para um sentido que perdemos pela anestesia mento de nossas sensibilidades: o sentido da contemplação do belo, a comunhão com a natureza.”
       O trabalho do Sanatan é um trabalho silencioso, real, que pode ser até uma denúncia, razão pela quais as cores fortes parecem representar o luto da natureza, gritando para que o ser humano tenha mais respeito por ela, clamando para para deixá-la seguir o seu curso normal e que, ao interferir, faça para o seu beneficio, e, também para o beneficio de todos os seres existentes no globo terrestre.

Brasigóis Felício
 Escritor e jornalista

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